domingo, 26 de agosto de 2012

Download de bebê

Nesse sábado assisti uma palestra que gostei muito. Fred Fagundes, no evento Café com blogueiros.
Após a sua palestra, ficamos (minha esposa e eu) conversando com ele no salão do Sebrae.
O assunto era como a internet pode e está se tornando mais humana. Mas, se conhecer pessoalmente jamais será substituído.
A prova viva disso é a Marina, nossa filha, que também estava na palestra, mas dormiu. Realmente com 4 meses não dá pra exigir que ela participe.
Vejo muita gente, e o que é pior, crianças e adolescentes, que conhecem 4.538 pessoas, incluindo de outras cidades e paises, mas não saem de casa.
Trocaram o ralado no joelho, por ter caído de bicicleta pela tendinite por excesso de uso do computador.
Ficam "teclando" até as 5 horas da madrugada e acordam as 14h, com ressaca virtual.
Sabem tudo, mas não fazem nada.
Mas, não sabem dizer quanto é R$10,00 - R$2,50 sem usar uma calculadora.
Aprendi tabuada até 20. Me perguntam, pra quê? Pra aprender a pensar.  Sabendo matemática, resolvo problemas na vida. Jogando xadrez, traço estratégias. Andando de bicicleta ou jogando bola, alimento meu cérebro com oxigênio e uma dose de endorfina para o meu humor.
O sol tem a vitamina D e a paisagem é mais bonita que no monitor.
Conheci minha esposa na internet, mas poderia ter conhecido ela no supermercado.
O importante é sair do virtual.
A Marina está aí, com 4 meses, 60cm e 6kg.
Não tem como pegar uma imagem de um bebê, apertar o "Ctrl + P" e ela nasce, nem clicar no "Download".
Na internet você não sente a pele, o cheiro, o calor da pessoa que você ama.
Ou seja, meu conselho é:
"Internet, use com moderação. Ao vivo, use e abuse!"